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» Actividade Histórica na Zona

Os Açores devem a sua existência a um enquadramento geológico dominado pelo jogo de três placas litosféricas que se movimentam, facto que se reflecte na actividade sísmica e vulcânica que caracteriza a região. Os primeiros relatos históricos de actividade vulcânica na zona remontam ao século XV. Desde então, registaram-se no arquipélago cerca de três dezenas de erupções e outros tantos importantes terramotos. Atendendo aos documentos disponíveis, ocorreram nesta região vários episódios de erupções vulcânicas, alguns deles com uma violência tal que provocaram danos materiais extremamente importantes e foram responsáveis por muitas mortes. A figura abaixo representa a morfologia do fundo do mar daquela zona tal como é actualmente conhecida, a partir, sobretudo, de dados de ecossondas batimétricas. Estão também representadas (estrelas a branco) as localizações das mais importantes erupções históricas ocorridas na zona. À excepção da erupção 2, todas as outras erupções foram tão significativas que envolveram a formação de ilhas mas que acabaram por desaparecer. É apresentado de seguida um pequeno resumo da sua descrição, retirado do artigo de Weston (1964).

Clique no mapa sobre as estrelas correpondentes às erupções mais importantes ocorridas na zona.

Erupção 3Erupção 2 Erupção 4Erupção 1

(Mapa gentilmente cedido pelo Prof. Joaquim Luis, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve.)

O mapa acima mostra a batimetria da zona da bacia de Hirondelle iluminada de NE. As estrelas representam os locais onde ocorreram erupções históricas com efeitos importantes.

Erupção 1- Teve lugar em Julho de 1638, a oeste da Ilha de S. Miguel, e as cinzas resultantes, para além de terem contribuido para formar uma ilha que durou 25 dias, só desapareceram (em terra) no Inverno seguinte.

• Erupção 2- Teve lugar a cerca de 40 km a noroeste da ilha de S. Miguel. De todas as que constam dos registos históricos, é aquela que possui a descrição mais espectacular, que de tão impressionante é transcrita aqui: "In December of 1682 such were the earthquakes in all of this island, that, on the 13th of the said month, while the morning preachers were preching, the earth trembled with such hap that all people thought they were being cast from the earth: and it pleased God to raise up in the sea, off Ferraria, almost four leagues from the land, in the following week, as was seen from Praia in Angra and from Mosteiros area, roasting a quantity of fish which were thrown up on the coast. And a large carvel, sailing from Angra by that way, was unable to pass because of much pumice stone".

• Erupção 3- Localizada no local actualmente conhecido por Banco D. João de Castro (entre as ilhas de S. Miguel e Terceira). Teve lugar em 1720 e envolveu a formação de uma ilhota com 200 m de altura. Foi precedida por numerosos sismos sentidos quer em S. Miguel, quer naTerceira.

• Erupção 4- Na verdade, duas erupções próximas ocorreram em 1811 com um intervalo de quatro meses (uma delas celebrizada pelo episódio da ilha Sabrina). Estas erupções envolveram fortes sismos e lançamento de cinzas vulcânicas que parece terem chegado até à cidade de Ponta Delgada.

Erupção 5-Teve lugar em 1867, a oeste da Ilha Terceira, aparentemente em local muito próximo da última erupção da Serreta. De acordo com as crónicas históricas, houve cinco meses de sismos, alguns bastante fortes, e no dia 1 de Junho, do mesmo ano, foram observados os primeiros fenómenos à superfície da água, num estilo muito idêntico ao que se viria a verificar em 1999. A erupção durou oito dias, até que meses depois se limitava a bolhas.

"(...) É a primeira vez, nos últimos 30 anos, que se observa um fenómeno deste tipo no Atlântico, e esta será a 2ª missão científica de sempre para o estudo de uma erupção com estas ceracterísticas (...)" (05-04-99, DN)
"(...) as pedras "ocas" que ascendem à superfície, assemelham-se a pipocas a estalar (...)" (07-04-99, Público)
"(...) Aquilo é uma coisa nunca vista, dizem os pescadores (...)" (18-12-98, DN)
"(...) cientistas regressaram ao último vulcão dos Açores. Nunca, o modelo eruptivo deste vulcão havia sido observado, nem descrito na literatura científica (...) (26-09-2002, Público)









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